terça-feira, 22 de junho de 2010

Só fique mais um pouco

Puxe um banco e sente-se ao meu lado
Escore-se em meu corpo e não me deixe ir embora
Beije minha testa e diga que hoje a noite não será escura e nem fria também
Convença-me que as estrelas soprarão meu cabelo quando eu dormir
E você cuidará para que eu não me esqueça de sonhar

Abraça-me forte e aqueça-me com o calor do seu corpo
Mande-me calar a boca ou conforme-se
Afinal, é da minha natureza
Faça caretas e eu rirei
É uma promessa
Olhe-se no espelho e peça confete
Eu jogarei

Exageramente eu me satisfaço com seu sorriso bobo
E com suas visitas surpresas
É como se eu não tivesse mais vontade própria ao seu lado
Tornou-se impossível não te desejar só por mais 1 segundo
Só por mais 1 abraço

Não importa o que digam
Não importa o futuro
Só fique mais um pouco

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Naif

Constantemente insastifeita
Aparenta ser um estado de espírito
Desconexa
Plenamente confusa
É a exacerbação de um estilo de vida
Mais do que um momento manchado em um papel machê

E coagindo a autonomia de vontade alheia
Invariavelmente tenho algo a dizer
Mas guardo na gaveta, ao lado das calcinhas

E fingindo conhecer a mim mesma
Troco palavras
E brinco de poesia
Qualquer coisa que console esse "nada"
Suspenso em um varal de estranhices

Você finge se encantar com o que conhece
Mas nada vê
Me diz, o que seus olhos mostram e os meus não?

Mal sabe dos meus segredos atrás da porta
Me conheceu há pouco menos de uma vida
Diz que meu rumo está ao vento
E que não entende meu silêncio

Pois eu lhe respondo
Eu não entendo suas mentiras
Guarde-as para quem quiser ouvir
Dispa-se de todas as estórias patéticas e risos forçados
Pare de disperdiçar tempo
Minha intensidade não fará diferença quando eu me for
Vazio ainda será vazio
Talvez assim entenda meu silêncio

sábado, 19 de junho de 2010

Segredos

Há pouco
Eu estava aqui
Sentada e cansada de sorrir sempre o mesmo sorriso

Então houve um momento
E por um segundo deixei as pessoas me verem

A máscara foi deixada de lado
E meu rosto se fez molhado
Desejei estar sozinha
(Mas não estava)

Me levantei e caminhei pelo mesmo chão várias vezes
(Mais vezes do que consigo contar)
O frio subia pelos meus pés mas isso não me incomodou

Cada um, à sua maneira segue sua vida
Mas são tantas cicatrizes
E o alívio parece nunca vir de encontro
Era mais, muito mais do que eu poderia suportar

A realidade parecia cruel demais
Tateei pela máscara
Com carinho, a coloquei em seu devido lugar

Talvez assim
Eu possa voltar a acreditar em contos de fadas
Com finais "felizes para sempre"

Talvez assim
A esperança olhe de novo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Para você

Espero que você leia
De coração aberto
Eu te peço desculpas

Eu não tinha o direito de te julgar
Nem tampouco te embalar
Deveria saber que jamais faria acontecer

Há tempos eu guardo em minha garganta
Esse pedido de absolvição
Meu pecado
Me perdoe por ser fraca
Por ter medo
Me perdoe por ser eu mesma
E não quem você procura

Mas ainda estou aqui
Se olhar para o lado
Quando você se sentir sozinho
Onde tudo não faz sentido

Me desculpe se errei
Mas eu só sou o que posso ser
Eu

domingo, 13 de junho de 2010

Heartbeat

E de repente tudo fez sentido
Nada mais seria como era antes
Tem que haver tempo para fugir
Se essa for a resposta

Em um piscar de olhos
O erro parecia ser a solução
E meus batimentos aceleraram
Meus olhos se amedrontaram
E eu não sabia o que fazer com as mãos

O certo não pode estar certo
Mas não parece ser errado tampouco

Procurei alguém me consolasse
Que me dissesse que "não é verdade"
Ou que "tudo iria ficar bem"
Mas encontrei um sorriso
Que me esperava há dias
Marcado para quando eu descobrisse o quão perdida eu estava

Totalmente sem rumo
Como em uma rua de paralelepípedos
Descalça e descoberta
Envolta apenas por um sentimento de estranheza
O qual eu desejava que não estivesse lá

E na neblina eu sigo em frente
Sem saber onde piso ou onde chegarei
Ou ainda, quantos tropeços eu somarei
Assim, sigo em frente

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Desculpe-me...

Gostaria de pedir desculpas...
Não a alguém em específico, mas a você que está lendo...
(Console-me)

Desculpa por tentar ser perfeita quando na verdade eu só preciso ser eu mesma.
Desculpa por ridicularizar sentimentos que, no fundo, eu gostaria de ter.
Desculpa por não querer voltar atrás e reviver tanto os bons momentos quanto os maus.
Desculpa por ter medo de ser vulnerável, mesmo que seja por um dia.
Desculpa por me esconder quando eu deveria encarar e aceitar, simples e difícil assim.
Desculpa por procurar a harmonia, o melhor, o equilíbrio para todos a minha volta, mas ser tão extremista quando se trata dos meus assuntos.
Desculpa por ser tão desconfiada quanto às pessoas, mesmo sabendo que eu não sou perfeita, que eu erro (mais do que deveria!).
Desculpa por ser dura e fria quando se trata dos meus sentimentos e ser tão sonhadora quando se trata do sentimento dos outros.
Desculpa por ser cautelosa demais... e cética também.
Desculpa por não querer voltar para casa, quando isso é o que todos anseiam.
Desculpa por não gritar quando é só isso o que eu queria fazer.
Desculpa por continuar fazendo tudo isso... sempre... pois não sei como parar...