Os desejos me constipam
E sou inundada por um padrão desorganizado de sentimentos
Balbucio frases abortadas que jorram e não se cansam
Arrasto-me até um gramado cheio de formigas e ali me deito
Violada pelo meu senso crítico submeto-me à minha insensatez
O meu descontrole pulsa em meus dedos
E estes digitam, freneticamente, uma colcha de retalhos
Histórias que se emendam mas não se completam
Minha boca deve se fechar, entretanto, não o faz
Estática em minha impulsividade
Remôo o doce e o amargo da palavra dita e elas se perdem
E enlouqueço com a possibilidade de proferir a própria loucura
Mas dispenso o silêncio gélido e sinto-me derreter sobre a grama