Um dia eu quero acordar e sentir saudades do passado...
O tempo vai ter passado e eu durmirei com mais cremes em meu rosto do que eu posso contar,
Não mais haverá Project Runaway na televisão e sequer havará tempo para ela,
Talvez eu tome um dry martini toda noite mas não mais uma cerveja de dois reais no domingo,
Lembrarei dos botecos de faculdade com carinho então decidirei que terei ido pouco, mas nada mais farei,
Agradecerei a Deus pela família maravilhosa todas as noites mas e aquela que eu tinha numa chamada Vaticana... Onde será que está?
O passado será amargo e doce
Os meus erros farão de mim o melhor que posso ser e eu continuarei sem me arrepender deles
Sentirei impaciência com tanto dinheiro a minha volta, já que hoje eu realmente acredito que só sei aproveitar minha vida devido a quantidade limitada de dele que possuo, e isso faz de mim uma pessoa realizada...
Talvez se eu tivesse dinheiro eu estaria descaracterizada e uniformizada, invisível entre mais um tanto de garotas que se vestem de marcas, lipoaspiração e algumas plásticas no nariz. A quem eu estou tentando enganar? Eu adoraria isso. Mas definitivamente, agradeço por não ter esse dinheiro.
Sinceramente eu só posso especular como o passado será...
Mas do presente eu sei que sinto falta e o vivo intensamente,
Como se fosse um viver para sempre em 1 minuto...
Talvez assim, meu passado seja realmente doce e amargo e simplesmente passado.
Afinal o futuro parece mais interessante!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Notícia de Ontem
Cada qual possui seu próprio senso de moralidade. Elemento singular na relativização da justiça.
Esta não julga, apenas busca soluções que satisfaçam um contratualismo ultrapassado, que desdenha da democracia, afinal, subentende-se que escolhemos nos privar para nos libertar. Um mal necessário, talvez.
O Direito é uma arte. Sou uma adoradora crítica e pesarosa da vaga pintura da realidade, uma apaixonada convicta pela imutabilidade de uma humanidade insana; um paradoxo dotado de opniões próprias. E em meio a essas nuances cultivo sonhos e cetismo, uma excêntrica combinação que aparentava dar certo...
Tudo para dizer que chorei e que se o mundo me der licensa, pesso permissão para passar, sem esbarrar nem quebrar nada. Apenas passar. Silenciosamente passar.
Passar pela justiça que procura "um" culpado, e não "o" culpado; pela tortura da mãe que chora sobre o jargão da inocência; pela manipulação do poder no Senado cor de rosa e no restante do Estado azul bebê; pelos anos perdidos e pelos anos dourados; pela vã amizade e pelo desejo corruptível do bicho homem... Só passar. Mas quem sabe, algum dia eu volte e mude os móveis de lugar.
Esta não julga, apenas busca soluções que satisfaçam um contratualismo ultrapassado, que desdenha da democracia, afinal, subentende-se que escolhemos nos privar para nos libertar. Um mal necessário, talvez.
O Direito é uma arte. Sou uma adoradora crítica e pesarosa da vaga pintura da realidade, uma apaixonada convicta pela imutabilidade de uma humanidade insana; um paradoxo dotado de opniões próprias. E em meio a essas nuances cultivo sonhos e cetismo, uma excêntrica combinação que aparentava dar certo...
Tudo para dizer que chorei e que se o mundo me der licensa, pesso permissão para passar, sem esbarrar nem quebrar nada. Apenas passar. Silenciosamente passar.
Passar pela justiça que procura "um" culpado, e não "o" culpado; pela tortura da mãe que chora sobre o jargão da inocência; pela manipulação do poder no Senado cor de rosa e no restante do Estado azul bebê; pelos anos perdidos e pelos anos dourados; pela vã amizade e pelo desejo corruptível do bicho homem... Só passar. Mas quem sabe, algum dia eu volte e mude os móveis de lugar.
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