segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um pedacinho do céu

Quero que meus filhos andem descalços na terra e eu acabe com uma pilha de roupas irrecuperáveis para ser recuperadas, (ou não).
Quero deitar no chão e brincar de "aviãozinho" enquanto eles não crescerem demais e minhas costas não mais aguentar.
Quero ensinar eles a nadar, e como é incrível a primeira vez que se põe o pé no fundo de uma piscina funda sem se afogar. Eles vão aprender a fazer "estrelinha" boiando na água e vão ser minhas estrelinhas. Vou ensinar a pular na piscina fazendo caretas também, senão que graça teria?
Quero levá-los para ver o mar, e vou colocá-los, um de cada vez em meus ombros para a gente pular onda lá onde as ondas começam...
Quero que eles tenham animais de estimação para dar nomes estranhos e fofinhos, amar e cuidar. Devem aprender desde cedo o valor do carinho com o próximo, mesmo que esse próximo seja um animal (em muitos sentidos).
Quero ensinar o valor da honestidade, a fragilidade da confiança e poder de um sorriso.
Quero entende-los em suas peculiaridades e vou pedir um pouco de paciência com isso, afinal, mãe é ser humano também.
Quero que eles leiam para saber que há sonhos perdidos por muitos livros mundo a fora.
Vou fazer o que puder para ensiná-los a serem gentis e generosos, mas saber diferenciar quando são feitos de bobos... ou talvez isso a vida faça por mim.
Mais do que qualquer coisa, eu quero estrelinhas iluminando meu dia... Quero uma família para almoçar aos domingos e festejar qualquer coisa, desde o primeiro dente até a alegria de brincar com lego. Quero muito mais... Quero as estrelas lá do céu!

sábado, 12 de novembro de 2011

Um lance de vícios

Ora fogo Ora gelo
Desce e se enrola pelo meu corpo
Me puxa e me derruba

Não era bom
Não era nada
Só minha imaginação

Surpresa a minha ao descobrir
Imaginar deixa saudades

Aceita um cigarro?!

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem limites


Para que a eternidade se a vida é o suficiente?
Quem precisa de mais de um minuto para perceber que agora é o momento?
Que agora é hora, e ela está passando
E se passar, boa sorte com suas crenças
Eu não vou pagar para ver
Eu vou buscar o que é meu
O mundo

Limitação é pouco mais que um jeito de se desculpar pela sua preguiça
Um forma politizada de se convencer de sua falta de capacidade
Uma otimização de qualquer desculpa esfarrapada
Limitação nada mais é que o medo da grandeza

Desculpa, cansei de escrever, agora eu vou buscar o que é meu!


sábado, 16 de julho de 2011

Sinapses

Uma coisa vazia alojada no peito.
Uma sensação forte de sabe-se lá o que... Talvez medo, talvez angústia, talvez os dois.
Você tenta ocupar a mente, mas sabe que algo não está certo.
E quando você acende um cigarro aquela coisa se agarra à sua pele e a mente padece.
Bons filmes e ansiedades alheias não preenchem, e no fim das contas você não sabe se quer ser "preenchido". Não falta nada, você pensa. E possivelmente não falte mesmo, tudo que é preciso são algumas horas de sono, vazio, limpo, sem memórias de lugar algum, e acordar acreditando que não há nada errado, foi só um momento ruim, uma hora ruim... Mas nada é por acaso, e você sabe disso, mas com sorte você esquece.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Comentário

A ansiedade é como uma doença auto imune temporária. Uma vez dentro, ela te destrói.
Os pensamentos se tornam podres e defeituosos, quase incestuosos.
O coração bate com tanta força que chega a ser sonoro em um estádio de futebol.
O pulmão parece inútil, pois quanto mais ar você puxa menos você sente ele entrando.
Tabaco não ajuda. Bebida se torna sinônimo de analgésico.
Mas no fim do dia, quando você se deita, é visível os sintomas de angústia.
Você rola para um lado depois paro o outro, mas o que está feito está feito.
E o que está por vir está longe de ser bonito.
Seus impulsos começam a te corroer, um a um. Impulsos tão podres quantos os pensamentos.
Precipitações e erros aumentam vertiginosamente.
Nada parece certo, e se parece é só aparência.
Eventualmente tudo será varrido para debaixo do tapete, mas o que está feito está feito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esfinge

Às vezes os olhos, às vezes o espelho
Às vezes paprica, às vezes açafrão
Abro a porta e me sobra a imaginação
Fecho a porta e me resta o reflexo

Não sei mais se é cigarro ou perfume
O abraço parece o último
O asfalto pede meus pés

Teus olhos querem o que vêem
Meu corpo prefere a ausência
E ainda nada é o que parece

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desapego

Não acho mesmo que você deveria me deixar esperando. Eu sinto algo e gostaria de descobrir o que é, mas não posso fazer isso sozinha. Você pode ser o que você quiser, desde que não seja um desconhecido. Não me importo de ser mais alguém de sorriso fácil na sua vida, mas me importo de não te ter por perto. Talvez seja loucura e completa insensatez sonhar alto, mas viver é só uma vez, e eu pretendo fazer isso intensamente, mesmo que eu erre, e eu erro. Aprendi que não devo desistir mas, eventualmente, tenho que seguir em frente. Melhor com você, igual sem você.
Não me entenda errado, eu me importo, mas não vou te obrigar a ficar, porque eu me importo mais comigo. E no fim das contas, não é difícil perceber que há faíscas de paciência em mim, mas elas estão ocupadas comigo, então me desculpe se eu não olhar para trás.