domingo, 18 de julho de 2010

Árido

Divido com você, caro (des)conhecido, minhas emoções.
Hoje será um pouco diferente. Eu aviso: posso te incomodar!
Ou seja... pare de ler ou se responsabilize por seguir em frente.
Não se chateie. Cresça!

Para que você entenda irei contextualizá-lo: sábado passado eu viajei, fugindo dos meus medos, para o ENED (Encontro Nacional de Estudantes de Direito), esperando ansiosamente esquecer da vida e das pessoas (sim! você leu isso mesmo!). Esse evento contou com mais de 1500 estudantes de todo o país.
Permita-me fazer um adendo: quando eu digo estudantes de Direito, eu quero dizer realmente os futuros operadores do Direito brasileiro, com a possibilidade de alguns serem os criadores do mesmo e, caso não tenha ficado claro: o futuro do país estava dormindo comigo, naquele alojamento, em colchonetes e colchões infláveis. Espero sinceramente que você tenha entendido a dimensão do evento. Na verdade eu ficarei surpresa caso você entenda... eu não entendia até ser uma integrante do mesmo!

Palestras com "gente grande", discussões temáticas dirigidas por mestres renomados e estudantes assim como eu. Plenária final para definir um certo posicionamento dos estudantes quanto aos diversos temas tratados lançando inclusive uma nova perspectiva sobre o próximo ENED. Festas oficiais e alternativas, a escolha era minha. Um verdadeiro encontro de culturas e ideias.

Baboseira?! Admita: você deve pensar que estou exagerando e me sentindo importante, e pode ser também que você não me leve a sério... Mas LEIA COM ATENÇÃO: eu quis fugir e acabei em Brasília, pensando mais do que um dia supus que seria capaz de fazer em 1 semana!!! Foi tão intenso, tão maravilhoso, tão inesquecível... Meus Deus: obrigada por me proteger e por me iluminar. Essa semana eu descobri que há pessoas interessadas no país e dispostas a lutar para transformá-los, mas há pessoas também só interessadas em vovuzelar por aí...

Posso ficar aqui durante horas contando a variedade de sensações, experiências, pensamentos e emoções que passaram por mim. As pessoas são indescritíveis. Desculpe fazê-lo ler tudo isso só para contar-lhe que: eu tenho medo do que vi e ouvi; não quero ser mais uma, mas isso só me torna igual; repudio radicalismo por uma questão simples, é burrice; ser gentil é essencial, e talvez uma peculiaridade minha, (mas a falsa modéstia não!); adoro o céu de Brasília, mas o resto é tudo muito cinza; há mais coisas entre "sim" e "não" do que qualquer um pode imaginar; "só sei que nada sei"; sei ficar em silêncio; sei pensar... tenho mais potencial do que eu jamais imaginei pensar!

Sem poesia. Seco. (Assim como o centro-oeste!)

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