Cada qual possui seu próprio senso de moralidade. Elemento singular na relativização da justiça.
Esta não julga, apenas busca soluções que satisfaçam um contratualismo ultrapassado, que desdenha da democracia, afinal, subentende-se que escolhemos nos privar para nos libertar. Um mal necessário, talvez.
O Direito é uma arte. Sou uma adoradora crítica e pesarosa da vaga pintura da realidade, uma apaixonada convicta pela imutabilidade de uma humanidade insana; um paradoxo dotado de opniões próprias. E em meio a essas nuances cultivo sonhos e cetismo, uma excêntrica combinação que aparentava dar certo...
Tudo para dizer que chorei e que se o mundo me der licensa, pesso permissão para passar, sem esbarrar nem quebrar nada. Apenas passar. Silenciosamente passar.
Passar pela justiça que procura "um" culpado, e não "o" culpado; pela tortura da mãe que chora sobre o jargão da inocência; pela manipulação do poder no Senado cor de rosa e no restante do Estado azul bebê; pelos anos perdidos e pelos anos dourados; pela vã amizade e pelo desejo corruptível do bicho homem... Só passar. Mas quem sabe, algum dia eu volte e mude os móveis de lugar.
Stelaaaaaa!
ResponderExcluirQue vocabulário rebuscado, fia!
Mas deu para entender! ;)
Ótimo, adorei!