*Há experiencias que ditam seus dias.
A primeira vista eu a olhei com olhos gentis e considerei uma “vovozinha” cheia de atitude, mas (ah!) como eu estava enganada. Ela é bondosa, sem dúvida alguma, e sagaz, eis para ode minha atenção se voltou. Sem histórias fofas. Nossa conversa começou pelo seu nome e quando dei por mim ela estava falando de seu amor platônico por Malu Mader e sua companheira, que não é mais sua companheira, de Maceió. Há amores e amores, e alguns deles, assim como o delas, a distância o alimenta e as separa, simultaneamente. Um amor puro para eternidade, e para sempre romântico, sem que isso signifique um relacionamento de toques e carícias. Uma dependente do sentimento, a outra do toque. Elas se completam e sequer percebem.
Ela levava consigo um Snoop de pelúcia e uma bengala. O “porque” da pelúcia eu não tenho idéia, mas a bengala é fruto de anos de corrida que lhe renderam uma prótese no joelho, e embora a Valquíria não creia, pois se sente, segundo suas próprias palavras, “inútil”, a vida dela não parou. Não parou nem quando sua mãe faleceu, quando ela refugiou-se do mundo e das drogas, então não parará nunca.
E como eu disse, essa mulher não surgiu do “nada”. Por alguns minutos ela se deixou tomar conta de uma doce nostalgia quando falou sobre seu pai, um austríaco sério que preferiu dá-la a liberdade de experimentar substâncias ilícitas em casa, porque é isso que família faz: protege, ou tenta!
Se há uma lição nisso tudo, esta deve ser ame tanto a si mesmo quanto aos outros, ame-se para poder doar-se o quanto quiser, sem restrições nem preconceito. Se não há lição aqui, foi 1 hora de conversa extremamente agradável que vale a pena ser lembrada, e para mim basta!
Ahh, você postou!
ResponderExcluirQue linds!