domingo, 17 de abril de 2011

Um dia de cada vez

Eu nunca entendi ao certo o porque da polidez de se perguntar a alguém como a pessoa está e o inexplicável "tudo bem". Fiz várias teorias para isso, algumas consideravelmente estranhas e outras vergonhosamente insensíveis. Mas a vida não exige teorias e dilemas, apenas simplicidade e complexidade convivendo harmoniosamente. Então, o "tudo bem" é uma resposta acalentadora, não necessariamente verdadeira, é quase um desejo... É como sorrir na rua para um estranho e ser retribuído com um sorriso tímido ou lacunoso, não importa, ainda sim preencherá seu dia! As pessoas se importam umas com as outras, isso é verdade; não o tempo todo, e isso também é verdade. Mas o "tudo bem" e o sorriso aleatório no ponto de ônibus é uma compreensão mútua de que todos temos nossas próprias batalhas, todos os dias lutamos contra algo e até contra nós mesmos, tudo em busca de um sorriso sincero, e o primeiro que deve importar, o nosso, para que assim possamos buscar os demais sorrisos sinceros perdidos por aí... Um dia de cada vez.

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