Primeiro veio o calor do momento. O rosto queimou e eu não sabia o que fazer com toda aquela síncope de emoções, então desatei a falar. Nada desconexo, eu estava loucamente sã! Meu ouvinte rebateu instantaneamente mas meu pudor já não estava mais lá... "Onde diabos estaria meu pudor?" pensaria eu, horas mais tarde. Me submeto a uma alegria silenciosa agradecendo à sua falta, do contrário: como eu saberia o que é sentir a alma pulsar?
No galgar da lua pela escuridão, minha explosão quase orgástica foi compartilhada com um sábio amigo, quem me contou o segredo de minhas manifestações arrebatadoras deste dia singular: a alma sobrevive de amor, mas isso é metade da alma... Eu o olhei e percebi com um olhar definitivamente desvairado e pleno: não quero sobreviver, eu quero VIVER... Ah! Então "você" já sabe o que fazer...
Não satisfeita, desejei compartilhar com alguém familiar, alguém que me entenderia e expressaria melhor que ninguém o que exatamente aconteceu... E lá estava eu, dialogando com uma irmã não consanguínea, mas nem um pouco menos importante, e lá se foi ela declarar o que eu não soube fazer:
http://carolinadevens.blogspot.com/2010_08_01_archive.html
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