domingo, 12 de fevereiro de 2012

Generalizando

Algumas vezes você se esquece o quanto dói
Então você se arrisca
Mostra o que você tem de melhor
É... Você se arrisca
Essa é você sentindo
Pena que você se esqueceu o quanto dói

O seu melhor não é o suficiente
Nem pra você
Nem pra ninguém
E esse ninguém, no fim do dia não se importa

Sentir é se arriscar, é se cansar
É perceber que as coisas ficam melhores quando você não sente nada
Por ninguém

Sentir também traz coisas boas
Eu só não me lembro como elas são...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um pedacinho do céu

Quero que meus filhos andem descalços na terra e eu acabe com uma pilha de roupas irrecuperáveis para ser recuperadas, (ou não).
Quero deitar no chão e brincar de "aviãozinho" enquanto eles não crescerem demais e minhas costas não mais aguentar.
Quero ensinar eles a nadar, e como é incrível a primeira vez que se põe o pé no fundo de uma piscina funda sem se afogar. Eles vão aprender a fazer "estrelinha" boiando na água e vão ser minhas estrelinhas. Vou ensinar a pular na piscina fazendo caretas também, senão que graça teria?
Quero levá-los para ver o mar, e vou colocá-los, um de cada vez em meus ombros para a gente pular onda lá onde as ondas começam...
Quero que eles tenham animais de estimação para dar nomes estranhos e fofinhos, amar e cuidar. Devem aprender desde cedo o valor do carinho com o próximo, mesmo que esse próximo seja um animal (em muitos sentidos).
Quero ensinar o valor da honestidade, a fragilidade da confiança e poder de um sorriso.
Quero entende-los em suas peculiaridades e vou pedir um pouco de paciência com isso, afinal, mãe é ser humano também.
Quero que eles leiam para saber que há sonhos perdidos por muitos livros mundo a fora.
Vou fazer o que puder para ensiná-los a serem gentis e generosos, mas saber diferenciar quando são feitos de bobos... ou talvez isso a vida faça por mim.
Mais do que qualquer coisa, eu quero estrelinhas iluminando meu dia... Quero uma família para almoçar aos domingos e festejar qualquer coisa, desde o primeiro dente até a alegria de brincar com lego. Quero muito mais... Quero as estrelas lá do céu!

sábado, 12 de novembro de 2011

Um lance de vícios

Ora fogo Ora gelo
Desce e se enrola pelo meu corpo
Me puxa e me derruba

Não era bom
Não era nada
Só minha imaginação

Surpresa a minha ao descobrir
Imaginar deixa saudades

Aceita um cigarro?!

domingo, 2 de outubro de 2011

Sem limites


Para que a eternidade se a vida é o suficiente?
Quem precisa de mais de um minuto para perceber que agora é o momento?
Que agora é hora, e ela está passando
E se passar, boa sorte com suas crenças
Eu não vou pagar para ver
Eu vou buscar o que é meu
O mundo

Limitação é pouco mais que um jeito de se desculpar pela sua preguiça
Um forma politizada de se convencer de sua falta de capacidade
Uma otimização de qualquer desculpa esfarrapada
Limitação nada mais é que o medo da grandeza

Desculpa, cansei de escrever, agora eu vou buscar o que é meu!


sábado, 16 de julho de 2011

Sinapses

Uma coisa vazia alojada no peito.
Uma sensação forte de sabe-se lá o que... Talvez medo, talvez angústia, talvez os dois.
Você tenta ocupar a mente, mas sabe que algo não está certo.
E quando você acende um cigarro aquela coisa se agarra à sua pele e a mente padece.
Bons filmes e ansiedades alheias não preenchem, e no fim das contas você não sabe se quer ser "preenchido". Não falta nada, você pensa. E possivelmente não falte mesmo, tudo que é preciso são algumas horas de sono, vazio, limpo, sem memórias de lugar algum, e acordar acreditando que não há nada errado, foi só um momento ruim, uma hora ruim... Mas nada é por acaso, e você sabe disso, mas com sorte você esquece.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Comentário

A ansiedade é como uma doença auto imune temporária. Uma vez dentro, ela te destrói.
Os pensamentos se tornam podres e defeituosos, quase incestuosos.
O coração bate com tanta força que chega a ser sonoro em um estádio de futebol.
O pulmão parece inútil, pois quanto mais ar você puxa menos você sente ele entrando.
Tabaco não ajuda. Bebida se torna sinônimo de analgésico.
Mas no fim do dia, quando você se deita, é visível os sintomas de angústia.
Você rola para um lado depois paro o outro, mas o que está feito está feito.
E o que está por vir está longe de ser bonito.
Seus impulsos começam a te corroer, um a um. Impulsos tão podres quantos os pensamentos.
Precipitações e erros aumentam vertiginosamente.
Nada parece certo, e se parece é só aparência.
Eventualmente tudo será varrido para debaixo do tapete, mas o que está feito está feito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esfinge

Às vezes os olhos, às vezes o espelho
Às vezes paprica, às vezes açafrão
Abro a porta e me sobra a imaginação
Fecho a porta e me resta o reflexo

Não sei mais se é cigarro ou perfume
O abraço parece o último
O asfalto pede meus pés

Teus olhos querem o que vêem
Meu corpo prefere a ausência
E ainda nada é o que parece

terça-feira, 21 de junho de 2011

Desapego

Não acho mesmo que você deveria me deixar esperando. Eu sinto algo e gostaria de descobrir o que é, mas não posso fazer isso sozinha. Você pode ser o que você quiser, desde que não seja um desconhecido. Não me importo de ser mais alguém de sorriso fácil na sua vida, mas me importo de não te ter por perto. Talvez seja loucura e completa insensatez sonhar alto, mas viver é só uma vez, e eu pretendo fazer isso intensamente, mesmo que eu erre, e eu erro. Aprendi que não devo desistir mas, eventualmente, tenho que seguir em frente. Melhor com você, igual sem você.
Não me entenda errado, eu me importo, mas não vou te obrigar a ficar, porque eu me importo mais comigo. E no fim das contas, não é difícil perceber que há faíscas de paciência em mim, mas elas estão ocupadas comigo, então me desculpe se eu não olhar para trás.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Devaneando por aí

Não acho mesmo que "temos o que merecemos". Digamos que eu dispensaria algumas vivências, embora a maior parte delas me fazem ser o que sou hoje. Minha ideia seria que não recebemos mais do que podemos aguentar, e por mim tudo bem, porque nem tudo é perfeito, e no fim das contas, se nada parece bem é porque não acabou...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A gravidade é uma coisa engraçada
Uma hora você está com alguns kilos
E na outra mal consegue se por para fora da cama
Com o mundo nas costas
Sem paciência para finais felizes

E ainda sim você sorri...

domingo, 17 de abril de 2011

Um dia de cada vez

Eu nunca entendi ao certo o porque da polidez de se perguntar a alguém como a pessoa está e o inexplicável "tudo bem". Fiz várias teorias para isso, algumas consideravelmente estranhas e outras vergonhosamente insensíveis. Mas a vida não exige teorias e dilemas, apenas simplicidade e complexidade convivendo harmoniosamente. Então, o "tudo bem" é uma resposta acalentadora, não necessariamente verdadeira, é quase um desejo... É como sorrir na rua para um estranho e ser retribuído com um sorriso tímido ou lacunoso, não importa, ainda sim preencherá seu dia! As pessoas se importam umas com as outras, isso é verdade; não o tempo todo, e isso também é verdade. Mas o "tudo bem" e o sorriso aleatório no ponto de ônibus é uma compreensão mútua de que todos temos nossas próprias batalhas, todos os dias lutamos contra algo e até contra nós mesmos, tudo em busca de um sorriso sincero, e o primeiro que deve importar, o nosso, para que assim possamos buscar os demais sorrisos sinceros perdidos por aí... Um dia de cada vez.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Let it go

Sei que deveria não dizer nada
E não vou
Por uma razão muito simples
Nada mudaria
E não deve
Está na hora de eu parar de ter medo do futuro que aconteceu

Eu me desperdicei
Deixei de desejar algo mais esperando pelo passado
Não é tão ruim quanto parece
Só é ruim o suficiente para querer superar
É confuso e me consome
Mas é o certo a fazer

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Fim

E se os sonhos fossem pra sempre

E a infância não tivesse fim

E se os amores fossem eternos

E as alegrias não tivessem fim


Todo recomeço esbanja paz na tormenta

E o que um dia foi fim

Não era

Era apenas alguém de longe na chuva pedindo passagem


O fim ou é uma abreviação para a continuidade

Ou uma visão fadada ao nada


Meus queridos, o nada é muito triste

Depois dele não há flores nem amores

Nem sequer há rimas...

Depois dele, não há... nada!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma Valquíria em minha vida

*Há experiencias que ditam seus dias.

O nome dela é Valquíria, um nome forte para uma mulher, na minha opnião. Não surgiu do nada, o nome, e a mulher, é claro. O nome vem das valquírias: amazonas que recolhiam os homens feridos das guerras e os tratavam. A essência é o cuidar do próximo, já que ironicamente, esta Valquíria é homossexual. Uma criança de 56 anos, em sua máxima juventude, de cabelos grisalhos e estilo como lhe vêm a mente, diga-se de passagem.

A primeira vista eu a olhei com olhos gentis e considerei uma “vovozinha” cheia de atitude, mas (ah!) como eu estava enganada. Ela é bondosa, sem dúvida alguma, e sagaz, eis para ode minha atenção se voltou. Sem histórias fofas. Nossa conversa começou pelo seu nome e quando dei por mim ela estava falando de seu amor platônico por Malu Mader e sua companheira, que não é mais sua companheira, de Maceió. Há amores e amores, e alguns deles, assim como o delas, a distância o alimenta e as separa, simultaneamente. Um amor puro para eternidade, e para sempre romântico, sem que isso signifique um relacionamento de toques e carícias. Uma dependente do sentimento, a outra do toque. Elas se completam e sequer percebem.

Ela levava consigo um Snoop de pelúcia e uma bengala. O “porque” da pelúcia eu não tenho idéia, mas a bengala é fruto de anos de corrida que lhe renderam uma prótese no joelho, e embora a Valquíria não creia, pois se sente, segundo suas próprias palavras, “inútil”, a vida dela não parou. Não parou nem quando sua mãe faleceu, quando ela refugiou-se do mundo e das drogas, então não parará nunca.

E como eu disse, essa mulher não surgiu do “nada”. Por alguns minutos ela se deixou tomar conta de uma doce nostalgia quando falou sobre seu pai, um austríaco sério que preferiu dá-la a liberdade de experimentar substâncias ilícitas em casa, porque é isso que família faz: protege, ou tenta!

Se há uma lição nisso tudo, esta deve ser ame tanto a si mesmo quanto aos outros, ame-se para poder doar-se o quanto quiser, sem restrições nem preconceito. Se não há lição aqui, foi 1 hora de conversa extremamente agradável que vale a pena ser lembrada, e para mim basta!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dani

Para os iludidos o meu pedido de desculpas, mas querer não é poder, querer não é o suficiente. Querer só é o começo. É preciso existir uma vontade quase intrínseca na alma, uma paixão que te alimenta. Só porque você merece, não significa que vão dá-lo para você de presente com um laçarote, então, vá buscar o que lhe pertence, não motivado pelo direito de ter, mas pela vontade. Não perca tempo em se espelhar em alguém melhor que você, mas em alguém melhor que todos. Aprenda que o seu melhor não é o suficiente tampouco é realmente seu melhor, porque você tem que desejar o que não pode alcançar só assim você alcançará. É preciso ter fé, pois quando não restar mais nada, ainda existirá a sua fé, e isso é seu. Fé não precisa ter um conceito religioso, aliás, atribua o sentido que mais lhe agradar a essa palavra já que é de onde virão suas forças. Sorria, todos estão te observando e grande parte desse todo estão esperando que você erre, antes você do que eles, certo?! Tudo se trata de amor. Não parece, pois não é nada que você já tenha visto, mas o amor pode ser cruel. Deixe-me reformular: trata-se de amor próprio. E é só através dele que você poderá amar o próximo. Talvez minha coesão esteja um tanto falha a seu ver, mas viva e talvez concorde comigo, ou melhor, tenha sua própria opinião.

*Dani era minha gerente. Nossa relação foi um tanto quanto turbulenta, mas foi ela quem me ensinou, a olho nu, grande parte do que escrevi aqui hoje. Diga-se de passagem, que a admiro como pessoa e como profissional, e fico feliz de pensar em tê-la tido como minha superior.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Jujuba

São 14:53 da tarde e enquanto eu passeava meus dedos pelo computador, com os olhos grudados no orkut, olha quem eu vejo: você, idiota! Hum... preciso de pseudônimo para a sua realeza, não por você, mas pela sua namorada, e também não posso me referir a você somente como "idiota"... na minha opinião isso banalizaria a palavra. Vou te chamar de "jujuba", no minúsculo mesmo!
Definição (minha) de jujuba: você compra 1 saco cheio, no boteco mais próximo, por 1 real e alguns centavos, todas tem o mesmo gosto, mas antes "isso" do que nada, afinal, é "gostosinho" e "dá pra enganar".
Continuando minha odisséia, eu vi você, caro jujuba, no orkut, e fui fuçar, porque hoje eu não tenho porra nenhuma para fazer! Bom, a ironia foi ver um albúm para uma "Namorada Perfeita" que você fez, na mesma época que você queria me conhecer "de qualquer jeito". Na mesma festa que sua namorada perfeita estava, você procurou meu amigo dizendo essa ladainha entediante, diga-se de passagem, sobre me conhecer. Jujuba, você é mesmo um idiota!
Você ia jogar uma "namorada perfeita" pela janela por causa de uma menina que você viu na festa? Tudo bem que minha mãe diz que eu sou uma "menina" bonitinha, mas você é uma jujuba com probleminha, porra!
Pensa comigo: ninguém obriga ninguém a namorar, logo... jujuba da porra!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O legado de uma coexistência justa

A justiça, para Aristóteles, é a virtude da "equidade", que tem por objeto ordenar e dirigir a coexistência humana segundo a equidade.

As virtudes são certo modos de escolha ou envolvem escolha, consistentes em uma mediania relativa a nós, determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. Oriunda das disposições, a virtude não poderia ser nem faculdade, já que estas temos por natureza, (mas não é por natureza que nos tornamos bens ou maus), nem paixões, pois estes são apetites da alma.

É através da virtude que se alcançaria a felicidade, entendida não como um estado, mas um processo por meio do qual o homem desenvolve da melhor maneira possível suas aptidões. E é este bem supremo que deve ser buscado na "pólis", (para nós: no Estado). Sendo que o bem é a plenitude da essência, aquilo a que todas as coisas tendem.

As virtudes podem ser dianoéticas ou éticas. Às dianoéticas chegam-se através do conhecimento, sendo a mais importante a prudência, que é a capacidade de deliberar sobre o bom e o mal; às éticas chegam-se através do saber prático, não importando o conhecimento, a mais importante é a justiça.

A justiça pode ser distinguida em universal, que é o cumprimento da lei, e particular, é o hábito que realiza a igualdade. A última pode ser distributiva, que consiste em garantir a cada um o que lhe é devido, ou corretiva, que ao invés de tratar das relações do individuo com a comunidade, trata das relações interpessoais.

Mas as desgraças e os erros são ações inesperadas feitas sem maldade. A injustiça é o tratamento injusto por parte de um agente voluntário. É na intenção que reside a malícia. Há uma diferença entre atos de injustiça e o que é injusto.

O equitativo parece ser justo, e é equitativa a justiça que ultrapassa a lei escrita. Ora esta omissão acontece contra a vontade dos legisladores, ora por sua vontade, pois não é possível uma afirmação que seja correta em relação a certos casos em particular.

“O Direito não pode partir de premissas consideradas verdadeiras, pois, assim, só haveria uma decisão possível e obrigatória. Quando as premissas são contestadas, através da dialética, não se impõe uma decisão como obrigatória, mas como a mais provável, a melhor possível naquele caso concreto."

"Disso resulta a relação entre justiça e dialética, que Aristóteles legou aos juristas atuais. A justiça é o fim último do Direito. Para alcança-la, os raciocínios jurídicos não devem ser analíticos, decorrentes de um sistema jurídico estabelecido em bases formais. Como os casos concretos não se repetem, não podem ser tratados de modo universal. As normas de uma sociedade não devem ser axiomas, mas "lugares comuns", princípios comumente aceitos.”


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje

Hoje vou deixar minhas loucuras me corroerem
As flores de papel machê se molharão com minhas lágrimas
Jogarei perfume por todo o travesseiro
E enterrarei no jardim todas as minhas chaves

Hoje eu vou pular o muro para sair de casa
Correrei descalça no asfalto até meus pés sangrarem
Rolarei na terra e comerei as folhas que encontrar pelo chão

Nada mais importa hoje
Além da vida

Hoje vou me permitir ser intensa mais uma vez

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Com a boca cheia de formigas

Vertiginosamente as palavras fluem
Os desejos me constipam
E sou inundada por um padrão desorganizado de sentimentos

Balbucio frases abortadas que jorram e não se cansam
Arrasto-me até um gramado cheio de formigas e ali me deito
Violada pelo meu senso crítico submeto-me à minha insensatez
O meu descontrole pulsa em meus dedos
E estes digitam, freneticamente, uma colcha de retalhos
Histórias que se emendam mas não se completam

Minha boca deve se fechar, entretanto, não o faz
Estática em minha impulsividade
Remôo o doce e o amargo da palavra dita e elas se perdem
E enlouqueço com a possibilidade de proferir a própria loucura
Mas dispenso o silêncio gélido e sinto-me derreter sobre a grama


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fidem Habui

Deitada, eu orei. Fechei os olhos bem apertados e orei.
Uma dose de veneno e orei.
Pedi o que sempre peço a Deus, a São Miguel Arcanjo e a Nossa Senhora Aparecida: paz de espírito.

A paciência, embora seja uma virtude a qual eu quase desconheça, utilizei-a. Algo quase que inconcebível nessas circunstâncias... Não é difícil supor que meus pensamentos rumavam caminhos estreitos e que me desagradavam consideravelmente, para não falar em "loucura".

Levantei e decidi que leria para me distrair. "Comer Rezar Amar" de Elizabeth Gilbert estava na estante há meses, (a leitura tinha se tornado tediosa e arrastada). Retomei o livro de onde havia parado, de acordo com aquele pedacinho de papel de cores nada convitativas.

Logo me deparei com as exatas palavras que eu mais precisava ouvir:
"Se você estiver sentindo algum desconforto, então deve meditar sobre esse desconforto, observando o efeito que a dor física exerce sobre você. Nas nossas vidas reais, estamos constantemente pulando de um lugar para outro para nos ajustar ao desconforto - físico, emocional e psicológico - de modo a evitar a realidade da dor do incômodo. A meditação Vipassana ensina que a dor e o incômodo são inevitáveis nesta vida mas, se você conseguir enraizar-se na imobilidade por tempo suficiente, com o tempo irá vivenciar a verdade que tudo (tanto o desconfortável quanto o que é delicioso) um dia irá passar."

Se foi o contexto, as próprias palavras ou sorte, eu não sei. Desconheço a racionalidade destes 40 minutos de vida. A única certeza é que "quero Deus dentro de mim, quero Deus brincando em minha corrente sanguínea da mesma forma que a luz se diverte sobre a água".


*Fidem Habui: Tenham fé