domingo, 17 de abril de 2011

Um dia de cada vez

Eu nunca entendi ao certo o porque da polidez de se perguntar a alguém como a pessoa está e o inexplicável "tudo bem". Fiz várias teorias para isso, algumas consideravelmente estranhas e outras vergonhosamente insensíveis. Mas a vida não exige teorias e dilemas, apenas simplicidade e complexidade convivendo harmoniosamente. Então, o "tudo bem" é uma resposta acalentadora, não necessariamente verdadeira, é quase um desejo... É como sorrir na rua para um estranho e ser retribuído com um sorriso tímido ou lacunoso, não importa, ainda sim preencherá seu dia! As pessoas se importam umas com as outras, isso é verdade; não o tempo todo, e isso também é verdade. Mas o "tudo bem" e o sorriso aleatório no ponto de ônibus é uma compreensão mútua de que todos temos nossas próprias batalhas, todos os dias lutamos contra algo e até contra nós mesmos, tudo em busca de um sorriso sincero, e o primeiro que deve importar, o nosso, para que assim possamos buscar os demais sorrisos sinceros perdidos por aí... Um dia de cada vez.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Let it go

Sei que deveria não dizer nada
E não vou
Por uma razão muito simples
Nada mudaria
E não deve
Está na hora de eu parar de ter medo do futuro que aconteceu

Eu me desperdicei
Deixei de desejar algo mais esperando pelo passado
Não é tão ruim quanto parece
Só é ruim o suficiente para querer superar
É confuso e me consome
Mas é o certo a fazer

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Fim

E se os sonhos fossem pra sempre

E a infância não tivesse fim

E se os amores fossem eternos

E as alegrias não tivessem fim


Todo recomeço esbanja paz na tormenta

E o que um dia foi fim

Não era

Era apenas alguém de longe na chuva pedindo passagem


O fim ou é uma abreviação para a continuidade

Ou uma visão fadada ao nada


Meus queridos, o nada é muito triste

Depois dele não há flores nem amores

Nem sequer há rimas...

Depois dele, não há... nada!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma Valquíria em minha vida

*Há experiencias que ditam seus dias.

O nome dela é Valquíria, um nome forte para uma mulher, na minha opnião. Não surgiu do nada, o nome, e a mulher, é claro. O nome vem das valquírias: amazonas que recolhiam os homens feridos das guerras e os tratavam. A essência é o cuidar do próximo, já que ironicamente, esta Valquíria é homossexual. Uma criança de 56 anos, em sua máxima juventude, de cabelos grisalhos e estilo como lhe vêm a mente, diga-se de passagem.

A primeira vista eu a olhei com olhos gentis e considerei uma “vovozinha” cheia de atitude, mas (ah!) como eu estava enganada. Ela é bondosa, sem dúvida alguma, e sagaz, eis para ode minha atenção se voltou. Sem histórias fofas. Nossa conversa começou pelo seu nome e quando dei por mim ela estava falando de seu amor platônico por Malu Mader e sua companheira, que não é mais sua companheira, de Maceió. Há amores e amores, e alguns deles, assim como o delas, a distância o alimenta e as separa, simultaneamente. Um amor puro para eternidade, e para sempre romântico, sem que isso signifique um relacionamento de toques e carícias. Uma dependente do sentimento, a outra do toque. Elas se completam e sequer percebem.

Ela levava consigo um Snoop de pelúcia e uma bengala. O “porque” da pelúcia eu não tenho idéia, mas a bengala é fruto de anos de corrida que lhe renderam uma prótese no joelho, e embora a Valquíria não creia, pois se sente, segundo suas próprias palavras, “inútil”, a vida dela não parou. Não parou nem quando sua mãe faleceu, quando ela refugiou-se do mundo e das drogas, então não parará nunca.

E como eu disse, essa mulher não surgiu do “nada”. Por alguns minutos ela se deixou tomar conta de uma doce nostalgia quando falou sobre seu pai, um austríaco sério que preferiu dá-la a liberdade de experimentar substâncias ilícitas em casa, porque é isso que família faz: protege, ou tenta!

Se há uma lição nisso tudo, esta deve ser ame tanto a si mesmo quanto aos outros, ame-se para poder doar-se o quanto quiser, sem restrições nem preconceito. Se não há lição aqui, foi 1 hora de conversa extremamente agradável que vale a pena ser lembrada, e para mim basta!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dani

Para os iludidos o meu pedido de desculpas, mas querer não é poder, querer não é o suficiente. Querer só é o começo. É preciso existir uma vontade quase intrínseca na alma, uma paixão que te alimenta. Só porque você merece, não significa que vão dá-lo para você de presente com um laçarote, então, vá buscar o que lhe pertence, não motivado pelo direito de ter, mas pela vontade. Não perca tempo em se espelhar em alguém melhor que você, mas em alguém melhor que todos. Aprenda que o seu melhor não é o suficiente tampouco é realmente seu melhor, porque você tem que desejar o que não pode alcançar só assim você alcançará. É preciso ter fé, pois quando não restar mais nada, ainda existirá a sua fé, e isso é seu. Fé não precisa ter um conceito religioso, aliás, atribua o sentido que mais lhe agradar a essa palavra já que é de onde virão suas forças. Sorria, todos estão te observando e grande parte desse todo estão esperando que você erre, antes você do que eles, certo?! Tudo se trata de amor. Não parece, pois não é nada que você já tenha visto, mas o amor pode ser cruel. Deixe-me reformular: trata-se de amor próprio. E é só através dele que você poderá amar o próximo. Talvez minha coesão esteja um tanto falha a seu ver, mas viva e talvez concorde comigo, ou melhor, tenha sua própria opinião.

*Dani era minha gerente. Nossa relação foi um tanto quanto turbulenta, mas foi ela quem me ensinou, a olho nu, grande parte do que escrevi aqui hoje. Diga-se de passagem, que a admiro como pessoa e como profissional, e fico feliz de pensar em tê-la tido como minha superior.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Jujuba

São 14:53 da tarde e enquanto eu passeava meus dedos pelo computador, com os olhos grudados no orkut, olha quem eu vejo: você, idiota! Hum... preciso de pseudônimo para a sua realeza, não por você, mas pela sua namorada, e também não posso me referir a você somente como "idiota"... na minha opinião isso banalizaria a palavra. Vou te chamar de "jujuba", no minúsculo mesmo!
Definição (minha) de jujuba: você compra 1 saco cheio, no boteco mais próximo, por 1 real e alguns centavos, todas tem o mesmo gosto, mas antes "isso" do que nada, afinal, é "gostosinho" e "dá pra enganar".
Continuando minha odisséia, eu vi você, caro jujuba, no orkut, e fui fuçar, porque hoje eu não tenho porra nenhuma para fazer! Bom, a ironia foi ver um albúm para uma "Namorada Perfeita" que você fez, na mesma época que você queria me conhecer "de qualquer jeito". Na mesma festa que sua namorada perfeita estava, você procurou meu amigo dizendo essa ladainha entediante, diga-se de passagem, sobre me conhecer. Jujuba, você é mesmo um idiota!
Você ia jogar uma "namorada perfeita" pela janela por causa de uma menina que você viu na festa? Tudo bem que minha mãe diz que eu sou uma "menina" bonitinha, mas você é uma jujuba com probleminha, porra!
Pensa comigo: ninguém obriga ninguém a namorar, logo... jujuba da porra!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O legado de uma coexistência justa

A justiça, para Aristóteles, é a virtude da "equidade", que tem por objeto ordenar e dirigir a coexistência humana segundo a equidade.

As virtudes são certo modos de escolha ou envolvem escolha, consistentes em uma mediania relativa a nós, determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. Oriunda das disposições, a virtude não poderia ser nem faculdade, já que estas temos por natureza, (mas não é por natureza que nos tornamos bens ou maus), nem paixões, pois estes são apetites da alma.

É através da virtude que se alcançaria a felicidade, entendida não como um estado, mas um processo por meio do qual o homem desenvolve da melhor maneira possível suas aptidões. E é este bem supremo que deve ser buscado na "pólis", (para nós: no Estado). Sendo que o bem é a plenitude da essência, aquilo a que todas as coisas tendem.

As virtudes podem ser dianoéticas ou éticas. Às dianoéticas chegam-se através do conhecimento, sendo a mais importante a prudência, que é a capacidade de deliberar sobre o bom e o mal; às éticas chegam-se através do saber prático, não importando o conhecimento, a mais importante é a justiça.

A justiça pode ser distinguida em universal, que é o cumprimento da lei, e particular, é o hábito que realiza a igualdade. A última pode ser distributiva, que consiste em garantir a cada um o que lhe é devido, ou corretiva, que ao invés de tratar das relações do individuo com a comunidade, trata das relações interpessoais.

Mas as desgraças e os erros são ações inesperadas feitas sem maldade. A injustiça é o tratamento injusto por parte de um agente voluntário. É na intenção que reside a malícia. Há uma diferença entre atos de injustiça e o que é injusto.

O equitativo parece ser justo, e é equitativa a justiça que ultrapassa a lei escrita. Ora esta omissão acontece contra a vontade dos legisladores, ora por sua vontade, pois não é possível uma afirmação que seja correta em relação a certos casos em particular.

“O Direito não pode partir de premissas consideradas verdadeiras, pois, assim, só haveria uma decisão possível e obrigatória. Quando as premissas são contestadas, através da dialética, não se impõe uma decisão como obrigatória, mas como a mais provável, a melhor possível naquele caso concreto."

"Disso resulta a relação entre justiça e dialética, que Aristóteles legou aos juristas atuais. A justiça é o fim último do Direito. Para alcança-la, os raciocínios jurídicos não devem ser analíticos, decorrentes de um sistema jurídico estabelecido em bases formais. Como os casos concretos não se repetem, não podem ser tratados de modo universal. As normas de uma sociedade não devem ser axiomas, mas "lugares comuns", princípios comumente aceitos.”